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A produção de conteúdo ao longo dos anos

Muito se fala sobre produção de conteúdo nos últimos anos, não é verdade? É especialidade aqui, formação de curso acolá… e, no meio de tudo isso, está quem mais produz conteúdo sem saber que o está fazendo: as pessoas do dia a dia, meras usuárias de redes sociais e consumidoras de diferentes marcas.

Mas vem cá, vocês já pararam para pensar em como toda essa história começou? Se engana quem acha que tudo teve início nos últimos cinco ou dez anos. Na verdade, é ainda mais atrás no tempo… Pode-se dizer que a produção de conteúdo na internet começou no longínquo ano de 2004, quando uma das primeiras redes sociais ganhou força no Brasil: o Orkut (atenção, geração Z: hora de fazer uma pesquisa sobre o impacto dessa rede no país).

Ao se tornar popular em nosso país, o Orkut abriu portas para diferentes vertentes do que hoje nos é tão conhecido e difundido. Apesar de, no começo, ser apenas uma rede social para conectar-se com amigos e conhecer novas pessoas, pouco a pouco o Orkut virou oportunidade para marcas e consumidores.

Mais uma vez, engana-se quem acredita que o máximo que acontecia no site eram as famosas e engraçadas comunidades (quem lembra das fatídicas “Eu odeio acordar cedo”, “Eu odeio segunda-feira”, “Queria sorvete, mas era feijão”?). O negócio ia para além do clássico humor dos anos 2000: pouco a pouco, as comunidades começaram a ser pontos de encontro para milhares, às vezes milhões, de pessoas.

Havia comunidade para todo tipo de assunto. Se o tema era futebol, por exemplo, cada time tinha o seu espaço – e, aí nesse espaço, as pessoas não somente debatiam sobre os jogos, como também produziam memes, piadas, curiosidades e até vendiam serviços relacionados. Ou seja, virava realmente um lugar para pessoas que gostavam das mesmas coisas e que construíam juntas os conteúdos de diferentes formas.

Além disso, houve também uma grande contribuição feita por jovens e adolescentes de postagens sobre moda, maquiagem, livros, cultura pop e, muito, muito mais. Entre a queda do Orkut e dos blogs e a ascenção (e novamente queda) do Facebook, Instagram e TikTok, a verdade é que a força da produção de conteúdo por pessoas comuns, do dia a dia, é tão significativa quanto às empresas. E é por esse motivo que as marcas emanam o jeito das pessoas em suas comunicações. Afinal, queremos nos conectar com seres humanos, não com robôs.

E se você quer saber como fazer parte desse tipo de produção de conteúdo humanizado, mande um scrap ou depoimento. Ops, não estamos mais em tempos de Orkut. Mande uma mensagem.