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O FIM DOS STREAMINGS ESTÁ PRÓXIMO?

O surgimento de um novo meio de comunicação invariavelmente traz uma antiga pergunta à tona: será esse o fim do meio anterior? Foi assim com jornais impressos, emissoras de rádio, salas de cinema e até com as redes de televisão. Mas, e quando a pergunta se refere justamente ao serviço que acabou de chegar e já aparenta dar sinais de que não vai tão bem?

Com o surgimento dos serviços de streamings, foi a vez da TV aberta ser condenada ao ostracismo. Logo ela, que já foi acusada de tentar matar o cinema. Mas com o atual sucesso de novelas e conteúdos ao vivo das emissoras de TV e o aparente esgotamento da forma de consumir conteúdos em maratonas, a pergunta mudou de lado.

Primeiro, é importante lembrar que os jornais impressos continuam em circulação em diversas partes do mundo, mesmo com suas versões digitais ganhando mais destaques. O rádio se reinventou, se adaptou e continua sendo consumido aos montes, tanto em sua forma original quanto em podcasts. 

É muito improvável que tenhamos o fim de algum meio de comunicação em um futuro próximo, mas tanto a TV quanto os gigantes do streaming estão se adaptando e aprendendo a conviver. Um grande exemplo disso é o investimento cada vez maior da Globo (líder de audiência na TV aberta) em seu próprio serviço de streaming, o Globoplay. Além disso, empresas como Netflix, Amazon e HBOMax estão adaptando seus serviços para o público que ainda acompanha novelas, telejornais e eventos esportivos.

No mundo atual, com as ondas cíclicas de revival, nenhuma tecnologia se torna realmente extinta, apenas obsoleta, com um nicho do público cada vez menor, como colecionadores de VHS, ouvintes de discos de vinil e leitores de fanzines.